As lives musicais de bandas e cantores se tornaram uma febre durante a pandemia. “Elas começaram em março. Na época, os produtores e artistas acreditavam que esta situação duraria três meses e, para não perder o contato com o público, começaram a fazer as lives”, comenta Júlio Vermelho, empresário artístico e produtor cultural.

Um dos primeiros artistas a inovar no cenário foi Wesley Safadão, que fez uma live no Instagram usando TVs de LED ao fundo. Logo depois veio a do Gusttavo Lima, em que ele fez no espaço gourmet de casa, mas com um cenário incrementado.

“Aos poucos, quando percebeu-se que a pandemia iria durar mais tempo, o conceito das lives foi crescendo, até virar ‘ostentação’”, afirma Vermelho.

Como criar o cenário para lives?

O empresário artístico e produtor cultural cita alguns fatores que influenciam na criação do cenário:

– Estilo musical;

– O espaço onde será realizada a live;

– Patrocinadores, investimento a ser feito e o retorno financeiro. “Durante a pandemia, percebeu-se que as lives podiam ser muito lucrativas. Por isso, quanto mais retorno do investimento, melhor”, explica.

Lives musicais diferenciadas

Com o passar do tempo, os músicos passaram a investir cada vez mais no cenário, como forma de impactar o público. “O modelo é céu é o limite é o que passou a reger as lives musicais”, comenta Vermelho.

O empresário artístico e produtor cultural cita algumas lives impactantes durante a quarentena:

– Alok: feita diretamente do apartamento do DJ, esta apresentação iluminou os céus de São Paulo com muitos lasers. A live também usou recursos como projeção mapeada.

– Vintage Culture: se é para impactar o público, que seja com estilo. O DJ fez uma apresentação a 20 metros de altura do chão, na Ponte Estaiada, em São Paulo.  Pendurado por um guindaste todo iluminado com LED e muita pirotecnia, o show foi gravado.

– DJ Dennis:  o cenário foi todo montado com realidade virtual. Segundo o artista, foi o primeiro show 4D do mundo.

Cuidados ao fazer uma live musical

Para Vermelho, é fundamental investir em profissionalismo e qualidade ao fazer uma live. “Há empresas que não contam com a estrutura para fazer todo o trabalho – viram uma oportunidade na pandemia, mas não se profissionalizaram. É importante que ter os equipamentos adequados, como câmera e placa de vídeo, além de um diretor de imagem. É a velha história do barato que sai caro”, destaca.  Por isso, uma assessoria técnica profissional é importante.

Além disso, hoje o mais importante é sair do óbvio. “O mais comum é pensar que sertanejo remete a sítio ou fazenda, ou relacionar música eletrônica a um rooftop, MPB a um teatro. No entanto, tudo isso é um pouco batido. Por isso, acredito que é importante pensar fora da caixa, surpreender seu público. Um caso interessante de live musical do Gusttavo Lima, em Manaus. Foi montado um palco flutuante em meio ao Rio Negro, com um cenário de vitória régia, uma planta aquática típica da região”, conta Vermelho.

Iluminação para lives musicais

Em termos de iluminação para lives, Vermelho acredita menos é mais. “O ideal é não fazer algo abusivo, pois ‘choca’ e às vezes tira a atração dos artistas”, conclui.

De acordo com Vermelho, os recursos de iluminação mais utilizados em lives são:

– Movie lights;

– Painel de led;

– Par led;

– Fresnel.

Outro recurso bastante utilizado nas lives musicais são os pisos iluminados com LED, que costumam ser um excelente recurso para ambientes menores, como estúdios. A Gold Vision conta com vários modelos que podem ser usados em variadas temáticas.

Durante os preparativos para a live musical, o empresário artístico e produtor cultural sugere fazer uma visita técnica ao espaço no mesmo horário em que a live será realizada. “Assim, é possível ver a iluminação do local e o posicionamento do sol para que fique adequado e não estoure no vídeo, por exemplo”, alerta.

A questão da apresentação ao vivo também oferece algumas limitações com relação à iluminação. “Ao contrário de um DVD, em que é possível tratar a imagem, é preciso fazer algumas compensações de luz para deixar o cenário mais quente ou mais frio”, aponta.

Cases Gold Vision

Durante a pandemia, a Gold Vision participou de algumas lives musicais. Confira:

DJ KVSH (Luciano Ferreira):

O músico se apresentou no Mineirão, em um show com participação de Rogério Flausino do Jota Quest, e Pedro Calais, do Lagum, além do Gabriel Froede e do DJ Bruno Be.

O projeto de iluminação da live do DJ KVSH teve participação da Gold Vision e contou com o Piso de Imagem e o Piso Infinity em uma proposta super ousada.

Grupo Zelo:

Em novembro de 2020, o grupo Zelo promoveu uma live de 8h, que contou com artistas como Alexandre Pires, Renato Teixeira, Fernanda Brum, poeta Braúlio Bessa e Malvino Salvador. Ainda teve a transmissão de uma missa ao vivo em Ouro Preto, na Matriz Nossa Senhora do Pilar, com Padre Alexandre. Para as apresentações artísticas, a Gold Vision fez utilizou o céu estrelado.

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